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Neuromodulação

Atualizado: 15 de dez. de 2021

Essa semana, as fonoaudiólogas diretoras da

Speech.Fono Ana Luiza Morrone Gebara e Lígia Tunes Riba, estão participando do treinamento em Neuromodulação dado pelo NAPeN. O curso começou em setembro de 2021, as aulas eram sincronas e assíncronas, contando com mais de 50 horas/aula, provas, discussões e agora em dezembro, chegando na última etapa: a parte presencial e prática. As práticas e técnicas em neuromodulação são relativamente novas para a área da fonoaudiologia, mas muito estudada por psiquiatras, psicólogos e fisioterapeutas. As implicações vão desde o controle e estabilização de depressão refretaria, reabilitação motora pós AVE, parkinson, e afasias.

A prática da neuromodulação com uso de Tdcs e Tms estão sendo usadas por fonoaudiólogos para a reabilitação em pacientes pós AVE para melhora de fala, linguagem e comunicação, em crianças com paralisia cerebral, TDaH, Autismo e mais recentemente em Apraxias de fala Na infância.

A ideia da neuromodulação é ser um facilitador para os tratamento de todas essas condições e NÃO substituir as terapias.

Enquanto as crianças são submetidas nas estimulações para melhora de fala, linguagem, atenção, funções executivas e cognição, são aplicadas provas e exercícios para potencializar os ganhos na terapia. Em uma criança com apraxia de fala na infância, por exemplo, enquanto ela é submetida a Tdcs com os eletrodos colocados nas áreas específicas de representação cortical primaria, ela recebe os pontos articulatorios do Prompt ou faz provas do Rest, garantindo assim que a Tdcs ative áreas específicas durante o treinamento motor.

Alguns protocolos já estão bem estabelecidos e existem muitas revisões sistemáticas comprovando que a aplicação é segura e eficaz. Outros protocolos estão em processo de estudo como para autismo mas já se mostram seguros e eficaz. Outra estimulação promissora e que vem vendo cada vez mais estudada, é a estimulação do Nervo Vago, principalmente para aquelas crianças e adultos que não podem receber a estimulação direta no córtex motor por sofrerem de epilepsias por exemplo. A ideia é estimular o nervo vago através da estimulação na orelha esquerda, ativando assim os sistemas envolvidos nos processos de deglutição, mastigação e de fala. Confira alguns momentos desses dias, e acompanhe todas as nossas novidades.

A partir de janeiro, iniciaremos os protocolos de intervenção em apraxia de fala e TEA com Tdcs e Tdms e compartilharemos com vocês todos os resultados que encontrarmos!

Até lá.



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